postado em 25/01/2008 0:00 / atualizado em 25/01/2008 0:00
A permanência da inflação no patamar elevado fortalece o coro de analistas de mercado de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) poderá aumentar os juros para evitar a alta generalizada de preços no país. Ontem, foi divulgada o Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) – uma prévia do IPCA que baliza a meta de inflação do governo -, mostrando que a inflação em janeiro se manteve no mesmo nível elevado de dezembro. A variação foi de 0,7%. Apesar da estabilidade, a trajetória do indicador preocupa pois a pressão dos alimentos continua muito forte. Neste mês, esses produtos registraram elevação de 1,96% ante 1,73% do mês anterior.
Para o cálculo do IPCA-15, foram coletados os preços entre 11 de dezembro e 14 de janeiro e comparados com aqueles coletados entre 13 de novembro e 10 de dezembro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange 11 regiões metropolitanas. Belém liderou o ranking da inflação com 1,27%, seguido por Salvador (1,19%), Fortaleza (1,11%), Recife (0,96%), Belo Horizonte (0,94%) e Brasília (0,72%).
A expectativa do economista-chefe da Concórdia, Elson Teles, é de que o IPCA feche o mês entre 0,60% e 0,65%, nível bem acima do apurado no mesmo período do ano passado (0,44%). A ligeira desaceleração em relação ao IPCA-15 será por conta dos serviços (que de dezembro para cá caíram de 0,54% para 0,49%). "Isso não é alarmante mas é preocupante porque o Banco Central não tem mais folga na meta de inflação para absorver aumentos", destaca Teles. O economista da consultoria Tendências Gian Barbosa ressalta que o número de janeiro não trouxe alívio. Os produtos in natura continuam com preços elevados. O feijão, por exemplo, subiu 28,34% de dezembro para janeiro.
IPC-S Brasília
Assim como no IPCA-15, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) em Brasília registrou alta na terceira semana de janeiro. O percentual de 1,17% foi 0,28 ponto percentual acima do registrado na semana anterior, 0,89%. Os itens de educação, leitura e recreação, alimentação e transporte foram responsáveis por impulsionar o índice, pois sofreram reajuste de 2,94%, 1,90% e 1,36%, respectivamente. Com destaque para o tomate que teve o preço reajustado em 49,67% e tarifa de passagem aérea, 6,86%. O IPC-S é elaborado com base em famílias com renda mensal de até 33 salários mínimos.
Fonte:
Edna Simão e Letícia Nobre
Jornal: Correio Braziliense – 25/01
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