Por Rosana Hessel / Correio Braziliense
postado em 20/09/2016 14:41 / atualizado em 20/09/2016 14:41
Rachid criticou medidas de desonerações para apenas um grupo pequeno de empresas e reforçou que o sistema tributário precisa ser horizontal, de forma a atingir todos de uma forma mais igualitária, sem privilégios para um ou outro setor.
O secretário acredita que é possível que a reforma tributária ocorrera em paralelo às duas prioridades do Ministério da Fazenda: a reforma previdenciária e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos à inflação do ano anterior, a PEC 241/2016, que está em tramitação no Congresso Nacional. “Acho que dá para correr em paralelo. Vamos aguardar, ela tem que entrar na agenda”, destacou.
Segundo o chefe do Fisco, a contribuição da Receita ocorrerá na melhoria do sistema tributário. “No campo federal, é a reforma que falamos é a do PIS-Cofins, porque precisamos enfrentar essa questão para reduzir a litigiosidade que é muito onerosa para o contribuinte e para o governo”, disse. “Temos uma preocupação muito forte no sentido de buscar uma melhor qualidade em termos de tributos para contribuir para a melhoria no ambiente de negócios. E aí vem a questão de reformar, mudar a legislação de alguns tributos no âmbito federal como, por exemplo, a reincidência de PIS-Cofins, que precisa ser corrigida e a complexidade do ICMS. Não é uma matéria simples, mas temos que enfrentar isso”, completou.
Carga tributária
Ontem, a Receita divulgou dados sobre a carga tributária no país, que aumentou de 32,4% para 32,6% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2014 e 2015. Rachid reconheceu que essa taxa “é alta” e que há distorções que precisam ser corrigidas. Para o secretário, debater esse assunto “é bastante interessante” e elogiou a iniciativa do Correio. “A carga tributária é o reflexo do tamanho do estado que nós temos. E, nesse ponto, o governo está muito cioso no compromisso de buscar a contenção de gastos. Há um posicionamento muito claro no governo federal do ministro (da Fazenda), Henrique Meirelles, no sentido de buscar a aprovação da chamada PEC do teto dos gastos e também trabalhar na reforma previdenciária”, disse. Ele lembrou que, sem a reforma na Previdência, o sistema ficará insustentável nos próximos anos. “Não adianta ficarmos na situação atual para, daqui a dez ou quinze anos, o sistema falir, acabar.
Rachid demonstrou otimismo com a recuperação da economia, o que ajudará a aumentar a arrecadação, que não para de cair em meio à forte recessão em que o país está mergulhado. “O crescimento vai voltar em 2017. Estamos firmes. Acredito que as reformas estruturais vão avançar. O ambiente que tínhamos uma questão política no Congresso foi resolvida e, agora, os sinais que temos dos próprios indicadores dos economistas e dos analistas, apontam em uma direção de retomada. Essa retomada, evidentemente, tem seu tempo para acontecer, mas estamos preparados”, afirmou.
Na Mídia
Alguns temas exigem da política uma responsabilidade que vai além das circunstâncias de um governo, […]
Notícias Febrafite e Filiadas
Solenidade reconheceu atuação da entidade em defesa da justiça fiscal e social e destacou trajetória […]
Notícias Febrafite e Filiadas
O Conselho Superior do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) deu […]
Copyright © 2026. Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais - FEBRAFITE - Todos os direitos reservados.