postado em 14/09/2009 0:00 / atualizado em 14/09/2009 0:00
A 17 dias do fim da redução integral do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre automóveis, a indústria começa a se mobilizar para pedir a manutenção do benefício do jeito que está. Ontem, durante a abertura do 19° Congresso Fenabrave, o presidente da entidade representativa das concessionárias, Sérgio Reze, foi enfático na defesa dos interesses da categoria.
Ele frisou que com a redução do imposto houve aumento de arrecadação pelo governo, pois verificou-se incremento nas vendas, impactando também outros tributos, como o IPVA (Imposto sobre Veículos Automotores) e a Cide-Combustível (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). “Por que precisa retirar esses incentivos fiscais se eles trouxeram caixa para o governo, crescimento da economia e manutenção e ampliação de empregos?”, questionou.
O governo já anunciou que a partir de 1º de outubro a alíquota do IPI incidente sobre os automóveis começa a subir mensalmente até ser totalmente recomposta no início de janeiro. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo não tem a menor intenção de prorrogar o benefício concedido à indústria automobilística além do previsto.
O pleito de Reze foi feito pouco antes de chamar ao palco o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, que fez um balanço de um ano de crise. Para ele, o Brasil sai fortalecido deste período “ao contrário do passado, quando saía quebrado”. Tudo, segundo ele, por ter fundamentos econômicos sólidos.
Meirelles declarou que os incentivos fiscais foram importantes e classificou as medidas tomadas pelo BC para aumentar a oferta de crédito como essenciais. “Se não tiver crédito não vende um bem de alto valor, como o automóvel”, frisou. Para ele, o país agora pode crescer mais rapidamente e com equilíbrio. “O Brasil está sendo visto como um caso modelo para o enfrentamento da crise”, inclusive, segundo ele, ao incentivar a indústria automobilística, modelo copiado por outros países.
Por que precisa retirar esses incentivos fiscais se eles trouxeram caixa para o governo, crescimento da economia e manutenção e ampliação de empregos?” Sérgio Reze, presidente da Fenabrave
Fonte: Correio Braziliense
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