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Planos de Saúde do Fisco Estadual debatem atualização regulatória e fortalecimento das autogestões em São Paulo

Por Comunicação Afresp

postado em 03/08/2026 19:25 / atualizado em 03/08/2026 19:27

Nos dias 30 e 31 de julho, a Afresp sediou, em sua sede, na capital paulista, a Reunião dos Dirigentes dos Planos de Saúde do Fisco Estadual Brasileiro. O encontro reuniu representantes de autogestões em saúde de diversos estados para debater temas estratégicos relacionados à atualização regulatória da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ao fortalecimento da reciprocidade entre as entidades, à sustentabilidade dos planos de saúde e ao compartilhamento de boas práticas de gestão.

A abertura contou com a participação da presidente da Afresp, Mônica Paim; do diretor de Saúde da Febrafite, Cleudes Cerqueira de Freitas; do diretor administrativo e financeiro do Febrafite Saúde, Geraldo Nogueira; do diretor da Amafresp, Alexandre Lania Gonçalves; e do assessor jurídico da Amafresp, José Luiz Toro da Silva.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, Alexandre Lania destacou a importância da reunião para aproximar as autogestões, fortalecer a cooperação entre as instituições e promover o compartilhamento de dificuldades, experiências e soluções. “Desejo que tenhamos uma reunião profícua, produtiva e pragmática. Esses encontros são fundamentais para que possamos aprender uns com os outros e avançar conjuntamente. Reitero que é sempre um prazer recebê-los em nossa instituição.”

Na sequência, Mônica Paim ressaltou que o debate sobre a ampliação das autogestões deve ser conduzido com responsabilidade, equilíbrio e visão de futuro. “Realizar esta abertura é uma tarefa de grande responsabilidade. Acredito que esse debate deve ser conduzido com serenidade, responsabilidade e visão de futuro, sempre pautado na busca pela sustentabilidade e pelo fortalecimento da nossa entidade”, afirmou.

O principal tema do primeiro dia foi a Resolução Normativa nº 649/2025, da ANS, apresentada pelo advogado José Luiz Toro da Silva. Segundo ele, a norma representa um marco para as autogestões ao flexibilizar regras que limitavam seu crescimento, fortalecer a representatividade dos beneficiários e estabelecer novos parâmetros mínimos de governança. “A RN 649 não é um problema, é uma conquista”, afirmou Toro.

Durante a apresentação, Toro explicou que a resolução é resultado de um longo trabalho das entidades representativas junto à ANS e cria condições para o fortalecimento das autogestões, preservando seus princípios de governança e participação dos beneficiários. Ele também abordou a necessidade de adequação dos estatutos das entidades às novas regras e informou que a futura regulamentação da taxa de adesão deverá estabelecer o percentual de 30%.

Na sequência, os dirigentes discutiram propostas de atualização das regras de contratualização, incluindo a unificação das Resoluções Normativas nº 503 e nº 512, a incorporação do Estatuto dos Direitos do Paciente e os impactos operacionais das novas exigências relacionadas à Tabela Unificada da Saúde Suplementar (TUSS).

Outro momento importante do encontro foi a troca de experiências sobre a implementação da RN 649 e a ampliação da elegibilidade para novas categorias profissionais. As apresentações demonstraram que as entidades vêm adotando diferentes modelos para ampliar a sustentabilidade das autogestões, sempre em conformidade com a regulamentação da ANS, conforme detalhado na tabela a seguir:

 

Estado Entidade Situação
Alagoas ASFAL Ampliação por convênio.
Amazonas AFEAM Ainda não implantou.
Bahia ASFEB Ampliação por convênio.
Ceará CAFAZ Saúde Ampliação por convênio.
Goiás AFFEGO Em planejamento.
Minas Gerais FUNDAFFEMG Ampliação por convênio.
Pará ASPARÁ Plano para todo o funcionalismo do Poder Executivo.
Paraíba AFRAFEP Ainda não implantou.
Pernambuco Fisco Saúde Ampliação por convênio.
Rio de Janeiro AFERJ Ainda não implantou.
Rio Grande do Sul AFISVEC Em estudo.
Sergipe CASSIND Ampliação por convênio.

 

Complementando a discussão, Toro ressaltou que a ampliação para outras carreiras deve estar acompanhada da participação efetiva desses beneficiários na gestão das entidades. “No tocante a outras carreiras, faz-se indispensável a participação na gestão das operadoras, notadamente na Diretoria Executiva e no Conselho, assegurando-se o direito pleno ao voto e à elegibilidade.”

Reciprocidade, rede credenciada e inovação

O segundo dia da reunião foi dedicado ao aperfeiçoamento do Convênio de Reciprocidade entre as entidades filiadas à FEBRAFITE. Os dirigentes discutiram a atualização do contrato de reciprocidade, a ampliação da participação dos estados que ainda não integram o sistema e a busca por novos parceiros para complementar a assistência prestada aos beneficiários.

Também estiveram em pauta temas relacionados à negociação de medicamentos junto à indústria farmacêutica, à cobertura de exames e vacinas, ao fortalecimento da rede credenciada e à expansão da assistência no interior de São Paulo. Entre os encaminhamentos, foi destacada a importância de ampliar a oferta de hospitais de urgência e emergência para atendimento dos beneficiários da Amafresp.

Os participantes também acompanharam atualizações sobre a integração do sistema de elegibilidade ao Portal Febrafite Saúde, prevista para setembro, além de melhorias na operacionalização do sistema de reciprocidade.

Na área administrativa, foi sugerida a realização de conferências mensais da movimentação financeira entre as entidades, em substituição ao modelo trimestral, com o objetivo de ampliar o controle e reduzir inconsistências nos lançamentos.

Ao final do encontro, foram apresentados os próximos compromissos do grupo, entre eles o 21º Seminário do Fisco Brasileiro, previsto para novembro, no Rio de Janeiro, além das futuras reuniões do Grupo Técnico e do Grupo de Dirigentes dos Planos de Saúde.

Complementando a discussão, Toro ressaltou que a ampliação para outras carreiras deve estar acompanhada da participação efetiva desses beneficiários na gestão das entidades. “No tocante a outras carreiras, faz-se indispensável a participação na gestão das operadoras, notadamente na Diretoria Executiva e no Conselho, assegurando-se o direito pleno ao voto e à elegibilidade.”

 

Reciprocidade, rede credenciada e inovação

O segundo dia da reunião foi dedicado ao aperfeiçoamento do Convênio de Reciprocidade entre as entidades filiadas à FEBRAFITE. Os dirigentes discutiram a atualização do contrato de reciprocidade, a ampliação da participação dos estados que ainda não integram o sistema e a busca por novos parceiros para complementar a assistência prestada aos beneficiários.

Também estiveram em pauta temas relacionados à negociação de medicamentos junto à indústria farmacêutica, cobertura de exames e vacinas, fortalecimento da rede credenciada e expansão da assistência no interior de São Paulo. Entre os encaminhamentos, foi destacada a importância de ampliar a oferta de hospitais de urgência e emergência para atendimento dos beneficiários da Amafresp.

Os participantes também acompanharam atualizações sobre a integração do sistema de elegibilidade ao Portal Febrafite Saúde, prevista para setembro, além de melhorias na operacionalização do sistema de reciprocidade.

Na área administrativa, foi sugerida a realização de conferências mensais da movimentação financeira entre as entidades, em substituição ao modelo trimestral, com o objetivo de aumentar o controle e reduzir inconsistências nos lançamentos.

Ao final do encontro, foram apresentados os próximos compromissos do grupo, entre eles o 21º Seminário do Fisco Brasileiro, previsto para novembro, no Rio de Janeiro, além das futuras reuniões do Grupo Técnico e do Grupo de Dirigentes dos Planos de Saúde.

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