postado em 01/10/2009 0:00 / atualizado em 01/10/2009 0:00
Elevação de despesas é temporária, diz secretário de Política Econômica. Segundo Nelson Barbosa, aumento de juros futuros é ‘exagerado’.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
A pedido do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que está na Turquia para a reunião do Fundo Monetário Internacional, o secretário de Polítíca Econômica da pasta, Nelson Barbosa, convocou uma entrevista coletiva para refutar as críticas do mercado financeiro, e da oposição, sobre o aumento de gastos públicos registrado neste ano.
Em 2009, até agosto, as despesas do governo já subiram cerca de R$ 50 bilhões, ao mesmo tempo em que as receitas totais (o que inclui dividendos e depósitos judiciais) recuaram R$ 1,6 bilhão. Mesmo assim, Nelson Barbosa avaliou que a elevação de despesas, feita em parte justamente para conter os efeitos da crise na economia brasileira e estimular a retomada econômica, é temporária e sem impactos fortes na inflação.
"Há uma tentativa de terrorismo fiscal por parte de alguns analistas para forçar uma subida de juros (…) Tem a crítica do fim do mundo. De que se o Estado não emagrecer para a situação pré-crise, seria insustentável. Isso é o que eu chamo de terrorismo. E não se negocia com terroristas", disse o secretário, citando que algumas críticas têm movitação política, embora admita que elas também ocorrem por "razões técnicas" – como a ausência, até o momento, de recuperação da arrecadação.
Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, a elevação da taxa de juros futuros registrada nas últimas semanas, fruto das apostas do mercado financeiro, estaria "exagerada". "Não vejo necessidade de aumento da taxa de juros como está vendo o mercado. O mercado exagera na alta [dos juros futuros] e é muito tímido na baixa", disse.
Nelson Barbosa afirmou não ver "trajetória perigosa para a inflação". Segundo ele, mesmo com as elevações de gastos promovidas pelo governo federal neste ano, a inflação ficará abaixo da meta central de 4,5%, medida pelo IPCA, em 2009 e também em 2010. "A política fiscal [das contas públicas] não coloca em risco o cumprimento das metas", acrescentou.
Fonte: G1, em Brasília
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